terça-feira, 31 de julho de 2012

Despedida de julho











segunda-feira, 30 de julho de 2012

Goiás Turismo



Pirenópolis.

     Nessa encantadora cidade colonial, seus casarões seculares, suas ruas de pedra, os morros do Frota e de Santa Bárbara e o Rio das Almas, os gigantescos quintais e suas seculares mangueiras e abacateiros, desenham um cenário bucólico e um retrato vivo da história goiana. Localizada aos pés da Serra dos Pireneus, região de formação rochosa antiquíssima, que esconde cachoeiras e paisagens cênicas extraordinárias, foi fundada por bandeirantes em busca de ouro, assim como a Cidade de Goiás.
     
     A proximidade com as capitais do estado e do Brasil fez com que a cidade desenvolvesse um receptivo turístico de grande oferta e alta diversificação. A Rua do Rosário é hoje, de fato, um centro gastronômico com uma grande e variada oferta de bares e restaurantes para diferentes gostos e bolsos.

     Fazenda Babilônia e Museu Rodas do Tempo são excelentes opções se seu interesse for cultura de Goiás, do Brasil e do mundo. De outro lado, a paisagem e a geografia oferecem excelentes opções de atividades de turismo de aventura e ecoturismo e há uma interessante oferta de operadores turísticos que realizam atividades como caminhada, rafting, tirolesa, entre outros.

     Cercada por natureza exuberante, aos pés da Serra dos Pireneus, oferece aos seus visitantes agradável estada com diversos atrativos naturais, como cachoeiras, reservas ecológicas, parques e belos mirantes de onde nascem inúmeros córregos. A cidade é detentora do maior números de parques do estado, entre públicos e privados.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pireneus brasileiros cercam cidade histórica em Goiás

Festa do Morro - Sérgio Pompêo de Pina


     "No meio do cerrado, os paredões rochosos da Serra dos Pirineus circundam uma cidade fundada em 1727, quando os bandeirantes paulistas exploravam o interior do país em busca de ouro. Ainda hoje, Pirenópolis, em Goiás, atrai muitos aventureiros em busca de seus tesouros: as construções coloniais que despontam em meio a um cenário de rios e montanhas. Segundo a tradição local, a semelhança entre o nome da serra e o da cadeia montanhosa que separa França e Espanha não é mera coincidência: ele teria sido dado por espanhóis com saudades de casa.

     "No mesmo ano em que a cidade foi fundada, iniciou-se a construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, que ficou pronta em 1732 e é a mais antiga do estado. Em 1750 foram construídas outras duas igrejas, no estilo barroco-rococó típico da colonização do país: Nosso Senhor do Bonfim e Nossa Senhora do Carmo (esta fechada para visitação).

     "Fachadas coloridas de casarões dotados de janelas largas, às vezes situadas na altura da calçada, ladeiam o pavimento de paralelepípedos das ruas da cidade. Entre as construções do século XIX, destaque para o Teatro de Pirenópolis. Inaugurado em 1899, ele foi restaurado em 2000 e continua recebendo shows, recitais e peças. Outra atração do centro da cidade é o Cine Pirineus, construído em 1919.

     "Todo esse legado colocou Pirenópolis na lista de cidades tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1989. Mas esse não é o único atrativo do local. Em seu entorno, trilhas, rafting, rappel, tirolesa e outros esportes radicais podem ser praticados sob orientação de monitores. Dentro de propriedades particulares, há ainda cachoeiras e piscinas naturais. Para visitá-las, os ingressos variam de R$8 a R$20."

Texto: Fábio Brandt

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Caravana da Aventura



     "Pirenópolis é a terra do arroz com pequi e da arquitetura colonial. De folclore rico, conta com a Cavalhada e a Festa do Divino. Das várias lendas, destaques para a santa dica, as garrafas de ouro e a casa de 365 janelas. Terra da Serra dos Pireneus, batizada por imigrantes espanhóis saudosos das colinas do país natal, acabou fazendo mudar o nome do povoado: de Meia Ponte para Pirenópolis ou simplesmente Piri para os íntimos.

     Fica entre Brasília e Goiânia, o acesso se dá pela BR 414 (até Corumbá), depois pela GO 338 até Pirenópolis.


     O Parque Estadual da Serra dos Pireneus é uma reserva de cerrado que fica a 20 km de Pirenópolis. Possui como atração principal a Serra dos Pireneus, com três picos bons pra escalar. O mais alto deles é o Pico dos Pireneus com 1385 metros. A reserva ecológica de Vargem Grande possui várias trilhas e duas cachoeiras: Santa Maria e Lázaro. Outra opção de trekking interessante são as pedreiras de Pirenópolis.

     Além do trekking e da escalada, a cidade oferece várias opções de atividade de aventura. Rapel na Cachoeira do Abade e na Cachoeira do Rosário; arvorismo nas trilhas do Vaga fogo; acqua ride no Rio das Almas; e rafting no Rio Corumbá são opções instigantes."





segunda-feira, 23 de julho de 2012

O adobe e a preservação do patrimônio arquitetônico



     “A partir da preocupação com a conservação do patrimônio arquitetônico a nível mundial, percebeu-se a necessidade de estabelecer conceitos e critérios para tal, que resultaram em recomendações. Uma delas trata do respeito aos materiais originais, contidos nas construções e monumentos históricos, ou seja, no momento das intervenções que fossem mantidas as técnicas tradicionais encontradas.

Muro de adobe na Rua Aurora

     Essa recomendação suscitou outro questionamento: Como conservar ou restaurar técnicas cujo manejo se perderam? Em função dessa situação algumas instituições como o ICCROV, o CRATERRE o Getty Institute e a própria Unesco, investiram na formação de mão de obra especializada visando o resgate desses conhecimentos. Um dos programas com mais resultados positivos foi o Projeto Arquitetura de Terra - PAT, que durante anos capacitou e formou técnicos de vários lugares do planeta.

Muro antiquíssimo de adobe na Rua do Bonfim
     O resultado desse movimento propiciou que profissionais capacitados, pudessem estar a serviço não apenas da proteção do patrimônio arquitetônico, grande parte construído nessas técnicas, sobretudo nos países ibero-americanos e África, mas também para a utilização das mesmas, novas construções, sobretudo as de interesse social.

     Como consequência, surgiram instituições que agregam os profissionais que acreditam e defendem o uso da arquitetura de terra.” (Wikipedia)

Muro de adobe da casa de Tonico do Padre

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O tijolo de adobe


Casarão em Pirenópolis com adobe à mostra


     Nos dias atuais é bem comum encontrarmos casarões descaracterizados em Pirenópolis, conforme já demonstrei exaustivamente nas postagens sobre a Casa Pirenopolina (links na lateral da página). E uma das descaracterizações mais comuns é a troca do velho adobe pelo tijolo comum. Os adeptos dessa prática ruim defendem ser difícil, nos dias atuais, encontrar adobes para comprar, enquanto que os tijolos são achados em qualquer casa de material de construção.

        Que é o adobe? É um tijolo composto de terra crua, água, palha e fibras naturais (como esterco de gado), que são moldados artesanalmente em fôrmas e cozidos ao sol. Trata-se de um dos mais antigos materiais de construção do mundo e é descrito inclusive no Livro do Êxodo, da Bíblia.

Muro antigo de adobe

     A “história já o comprovou um material de grande durabilidade, inclusive nas cidades históricas brasileiras, como Ouro Preto e Pirenópolis, que ainda possuem muitas casas de tijolos de adobino.” (Wikipedia)

        Os antigos estavam certos em utilizar o adobe na construção de seus casarões, que já duram séculos, são arejados no verão e com temperatura amena no inverso.

Muro moderno de abobe

       São vantagens das construções de adobe:

  1. O barro é um material reutilizável. Quando não cozido, pode ser triturado e umedecido para voltar ao estado original. Sendo assim não gera resíduos em uma obra e não contamina o ambiente.
  2. O barro é um material econômico. Pode ser encontrado na maioria das vezes, próximo aos locais de obras e, por vezes, pode vir a substituir outros materiais de construção. Não necessita de muita energia integrada à obra, ou seja, em sua preparação, transporte e armazenagem, muito pouco é gasto.
  3. Excelente regulador de umidade, o barro tem a propriedade de expelir e armazenar água devido à alta capilaridade de suas moléculas. É um material muito poroso. Construções de barro podem absorver até 30 vezes mais umidade do que uma de tijolo cozido. Ambientes sob paredes de barro se tornam salubres, pois há pouca variação de umidade, normalmente estabilizam em 50 % o ano todo.
  4. O barro é um ótimo isolante térmico, mantendo a temperatura dos ambientes sempre balanceados.
  5. O barro preserva materiais orgânicos dentro de sua mistura. Devido à alta capilaridade e ao baixo equilíbrio de umidade, o material totalmente envolto ao barro e sem contato com o exterior se mantém protegido de fungos e insetos que não conseguem se proliferar. (Ambiente)

Fonte: Ambiente e Wikipedia

Adriano César Curado

Fabricação atual de adobes

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O caminho das pedras

Foto: Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado

Os meus pés pisam o cansaço desse chão parado
Chão em que caminharam as gerações
Transportando seus sonhos e desilusões
Em tantas estradas do tempo.

O caminho de pedras de Vila Boa
Traduz dureza dos dias outros
Tempo passado, outrora, antigo
Corroído pelas dores ancestrais.

Tantos ais em seus caminhos, Vila Boa de Goyaz!

Caminho de pedras lisas, de pedras ásperas
Na dureza dos destinos na caminhada
No fadário humano de seguir
Buscando horizontes, errados rumos...

Desaprumos nos ermos de Vila Boa!

Nos morros verdejantes ecoa
A saudade pungente, de tanta gente,
Que o tempo levou, inclemente,
Para a eternidade!

Eterna idade de Vila Boa de Goyaz
Infinitos sentidos em cada beco
Em cada pedra que machuca
Os pés dos viajantes da vida.

Convida, tuas ruas de pedras, aos tempos idos!

Nossas estradas de pedras, largas ou estreitas
Na dureza dos caminhos humanos.
Livres, na efemeridade das coisas,
Saibamos o quanto nada somos.

Como as pedras faiscantes ao sol das tardes goianas,
As pedras humildes de Vila Boa, sejamos,
Sentindo como parte integrante da caminhada
Assim nas dores de cada dia, sigamos!



Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado

terça-feira, 17 de julho de 2012

Pequenos sons da infância


Em Pirenópolis
da minha infância
eu brincava
no limpo Rio das Almas
e meu espírito se purificava
na doçura daquele lugar.
Vida alegre na infância,
na grande casa 
assoalhada da vovó,
de corredores infinitos
que conduziam ao sonho.
De manhã, sabiá na laranjeira,
quitandas assadas 
no forno de barro branco.
Eu brincava de fazendeiro,
tinha vacas e bezerros
feitos de manga ou chuchu.
De noite, no fogão a lenha,
borralho crepitante,
tinha histórias de assombração.
Demorava a ferrar no sono,
e então ouvia um violão
uma flauta, uma cantora,
lá no luar da calçada.
A vida era bem vivida,
a alma de criança inocente,
sem medo de quase nada,
só das assombrações dos causos
e da rapidez da infância.
Aonde está aquele menino?
Creio que foi pescar no Almas
e se perdeu no emaranhado
dos becos da própria lembrança.

Adriano César Curado
(2012)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

48 Horas em Pirenópolis



     "Atrações é o que não faltam em Pirenópolis. Há um pouquinho de tudo para todos: os que querem uma cachoeira para se refrescar, os doidos por uma comprinha bacana, os glutões, os que gostam de arquitetura e cultura e os que querem adrenalina em turismo de aventura. 


     Para começar o dia feliz e evitar as multidões (hordas vindas de Goiânia e Brasília costumam lotar a cidade, principalmente aos fins de semana), escolha entre as cachoeiras da Várzea do Lobo (que exige uma boa caminhada) e do Abade. Outra alternativa para estar perto da natureza é conhecer o Santuário de Vida Silvestre Vagafogo ou o Hotel Fazenda Tabapuã dos Pirineus, com passeios de jipe a cachoeiras, trilhas e escaladas.

     Com tanta movimentação na parte da manhã, todos merecemos um bom almoço. De influências mineira (pela proximidade geográfica) e paulista (por conta das históricas bandeiras), a cozinha goiana também é uma confluência de ingredientes do cerrado e modos de preparo dos povos indígenas. Para começar, vamos com algo mais leve, como um surubim na telha. A gente compensa depois, no lanche. Por ora, experimente restaurantes como o Pensão Padre Rosa, o Montserrat ou o agradável Pedreiras.

     À tarde, dedique seu tempo para conhecer uma ou outra igreja e fazer compras. Entre os templos que merecem consideração estão a Matriz de Nossa Senhora do Rosário e a de Nosso Senhor do Bonfim. Já as compras estendem-se em ruas como a do Bonfim e o Largo do Rosário, e oferecem joias, máscaras, bolsas, tapetes, sabonetes artesanais e peças de arte. Há muita coisa de desenho encantador,artesanato de primeira, feita por artistas locais e gente que se mudou para cá em busca de um ambiente charmoso.

     O bate pé vai ser tão grande que você precisará repor as calorias, então experimente as pamonhas (salgadas e doces) da Pamonharia Souza (Av. Pref. Sizenando Jayme, 24, 62/3331-2615) ou os sorvetes de frutas do cerrado da Sorvetes Naturais (R. Nova, 16, 62/3331-1327). Melhor ainda, fique com os dois.

     Para o jantar, experimente as pizzas do Boca do Forno."


por Eduardo Jun Marubayashi em Viaje Aqui

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Educação: A escola no Alto do Bonfim

HISTÓRIA DO COLÉGIO ESTADUAL
SENHOR DO BONFIM

Pesquisa e texto: Maria Joselita Veiga Pompêo de Pina (02.05.1996) e Alexandre Oliveira (21.09.2011).






     Criada em 1963, por iniciativa do Doutor Wilson Pompêo de Pina, a Escola Reunida do Senhor do Bonfim enfrentou vários obstáculos.

     A escola começou na Sacristia da Igreja Nosso Senhor do Bonfim, para atender as crianças do bairro. As professoras Rosa d’ Abadia e Colandy de Carvalho foram as primeiras a lecionar. Rosa Lecionava de manhã e Colandy à tarde, para uma turma de iniciantes, o pré. Até então só funcionavam duas salas o 1° e o pré.

     As professoras, por acharem o local pouco cômodo, pediram ao Dr. Braz Wilson que arrumasse um lugar mais agradável para elas e também para os alunos, já que na sacristia era escuro, apertado e pouco arejado. Foi então alugado um cômodo na casa de José Basílio de Oliveira Filho. A casa tinha um quintal bastante grande e com diversas variedades de árvores frutíferas. Tinha também muita poeira e terra vermelha, o que dificultava a limpeza na sala de aula.

     Diante desses fatos, as professoras resolveram voltar para a sacristia da igreja, após mais ou menos dois meses de experiência. Na igreja ficaram mais algum tempo, até que o padre da época, frei Primo Carrara, não mais permitiu a continuação das aulas devido o mau comportamento dos alunos. Nesse tempo saiu a professora Rosa d’Abadia e entrou em seu lugar Maria Dalva de Sá Carvalho (dona Dalvinha).

     Com a insistência do padre, alugaram um cômodo na casa de Emílio de Carvalho. O cômodo tinha a porta para o beco. Ali permaneceram até que a delegada de ensino não mais permitiu seu funcionamento naquele lugar. Conta dona Dalvinha que foi o período mais triste da escola, principalmente para os alunos que eram pequenos, pois tiveram que ir terminar o ano letivo no Alto da Lapa, Escola Estadual Professor Ermano da Conceição.

     O Dr. Braz Wilson, preocupado, levou o problema ao conhecimento de Dr. Geraldo Abadia de Pina, que na época era secretário de Estado do governador Mauro Borges Teixeira. Através do secretario da Educação e Saúde, Padre Ruf, conseguiram uma verba estadual para a compra de um terreno e a construção da escola para o bairro do Alto do Bonfim.

     A verba foi repassada ao prefeito da época, Luiz Abadia de Pina, e em tempo recorde o prédio foi construído. Em 1964, no inicio do ano escolar, o grupo já estava pronto, com duas salas de aulas, secretaria, cozinha e sanitários. Ele foi construído atrás da Igreja Nosso Senhor do Bonfim. Começava uma nova época para a Escola Reunida do Senhor do Bonfim e para os moradores do bairro.

     Maria Dalva era professora e também a responsável pela escola, vieram outros professores e novos alunos, mas a escola não tinha direito a diretora, devido ao numero de alunos. Achando difícil fazer as duas coisas, Dona Dalvinha passou a responsabilidade para dona Ecy de Carvalho, que também foi trabalhar no novo grupo e ficou até 1969, quando assumiu Terezinha Nascimento. Terezinha não era professora e nem diretora legalizada na escola. Ela veio para fazer um trabalho com os moradores do bairro, para que colocassem seus filhos na escola, já que só a minoria frequentava a mesma.

     No ano de 1970, com resultado de seu trabalho, conseguiram matricular 204 alunos. Com esse número de alunos a Escola Reunida Senhor do Bonfim passou a Grupo Escolar Senhor do Bonfim, com direito a diretora. A situação do grupo só foi regularizada, com toda a papelada pronta, em novembro de 1970, quando Terezinha Nascimento foi legalizada como diretora da escola.


Esta pesquisa foi reproduzida aqui com cortes. Quem deseja ler o original deve acesssar: http://cesb123.blogspot.com.br/

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Lunildes de Oliveira Abreu


SÉRIE: A ARTE POPULAR PIRENOPOLINA

LUNILDES DE OLIVEIRA ABREU 




     Lunildes de Oliveira Abreu (Pirenópolis, 12.12.1953) é uma artesã com traços originais de escultura, que se inspira nas festas populares, e uma das responsáveis para perpetuação do folclore goiano.

     Casou-se com Antônio Pereira de Abreu e tem quatro filhos. Trabalha atualmente na Câmara Municipal de Pirenópolis.

     Seu interesse pela arte se manifestou na infância, quando recolhia telhas velhas para pintar. Na juventude, conviveu com Maria Fleury (Maria Beni), grande artesã pirenopolina que esculpia miniatura dos Cavaleiros das Cavalhadas.

     Inspirada nas obras de arte de Maria Beni, esculpiu Lunildes seus próprios cavaleiros e resolveu expô-los. Para sua felicidade, um colecionador se encantou com as obras e as comprou, o que lhe deu grande estímulo para continuar os trabalhos.

     Ela fala com orgulho de ser pirenopolina e nos deixa entrever o nascimento da artista: “Toda a minha família é daqui, desde 1800. Por isso, desde criança já vivenciava as festas folclóricas todas e desde que me entendo por gente fazia coisas. Amassava barro, pintava, costurava roupas e por fim, há 22 anos, comecei a me dedicar inteiramente a criar ornamentos e estandartes para a festa das Cavalhadas e do Divino, aqui em Pirenópolis.” (1)

     Quando fala sobre a inspiração dos trabalhos, ela nos dá uma verdadeira aula de cultura popular: “Por exemplo, esse Divino chamamos de Corpo de Cristo porque é bordado à mão, no estilo das capas dos cavaleiros. O chitão é usado porque os mascarados se vestem com esse tecido. O vermelho com flores douradas tem a ver com os mouros. A festa do Divino tem a ver com a festa da colheita e por isso também usamos sementes e folhas do cerrado e pintamos com terra do barranco, e assim vai.” (2)

     A arte de Lunildes é conhecida internacionalmente e seus trabalhos já foram expostos em grandes galerias de arte. A fonte de sua inspiração é eterna, pois ela se baseia sempre nas imagens mentais que guarda da vida em Pirenópolis. De origem tradicional na cidade, conhece a fundo a cultura popular pirenopolina e por isso é capaz de compor um cenário radiante em sua obra, o diferencial que a torna exclusiva.





Mandala de Lunildes

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cinema nas férias



     O Cine-Teatro Pireneus continua na ativa, com animada programação durante as férias de julho.

     É muito importante para a cidade ter de volta esse espaço em pleno funcionamento. E o que é melhor, na função de cinema.

     Vale lembrar que foi a Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (Soap) a responsável pela reconstrução do velho edifício. Agora ele está bem cuidado e apto ao lazer de pirenopolinos e visitantes.


Programação

11/07/2012
- 19h - TURMA DA MÔNICA “UMA AVENTURA NO TEMPO”.
Direção: Maurício de Sousa, 80 minutos, cor, infantil, livre.
- 21h – O MAGNATA
Direção: Johnny Araújo, 97 min, maiores de 14 anos.

18/07/2012
- 19h – TAINÁ 2, A AVENTURA CONTINUA
Direção: Mauro Lima, 76 minutos, cor, infantil, livre.
-21h – TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR
Direção de Mauricio Farias, 103 min. maiores de 10 anos

25/07/2012
- 19h – O GRILO FELIZ
Direção: Walbercy Ribas Ribas, 76 min, cor, infantil, livre.
- 21h – O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO
Direção: Moacyr Góes,106 min. maiores de 16 anos

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Biografia do Autor

* * * 
     


    Constantemente recebo mensagens de leitores, principalmente estudantes, que pedem informações completas sobre minha pessoa. Em resposta a todos eles, segue abaixo minha biografia.

ADRIANO CÉSAR CURADO, filho de Luiz César da Trindade Curado e de Adelaide Marta de Pina Curado, nasceu em Anápolis, Goiás, em 3 de setembro. Casado com a escritora Thais Valle Brito Curado. Tornou-se bacharel em Direito, em 1994, pela Faculdade de Direito de Anápolis/GO; concluiu sua Pós-Graduação em Direito Civil, em 2000, pela Associação Educativa Evangélica, em Anápolis/GO. Inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de Goiás. Foi aprovado, através de concurso público, para o cargo de provimento efetivo de Agente Arrecadador do Município de Pirenópolis/GO, que exerceu  entre os anos de 1991 e 1993.  Lecionou Língua Portuguesa no Col. Est. Com. Cristóvão de Oliveira, em Pirenópolis/GO, no ano de 1995. Tornou-se presidente do Conselho da Comunidade da Comarca de Pirenópolis/GO, entre os anos de 1999 e 2002. Exerceu o cargo de assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Pirenópolis entre os anos de 2001 e 2002. Como ator, participou da teatro de revista As Pastorinhas em 1990, interpretando o personagem Lusbel.

     Obra:
1. Biografia do Mestre Propício. Pirenópolis: 1993. Mimeogr.

2. Paixão de caboclo (Conto), Goiânia: Kelps, 1999, em coautoria com Luís Eduardo Barros Ferreira.

3. Travessia (Novela), Goiânia: Agepel/IGL, 2001 – Prêmio Bolsa de Publicações Cora Coralina 2000.

4. Almas gêmeas (Poemas), Goiânia: UCG, 2007, em coautoria com Thais Valle – Coleção Goiânia em Prosa e Verso;

5. Cavalhadas no largo (Contos), Goiânia: UCG/Kelps, 2009 – Coleção Goiânia em Prosa e Verso;

6. Deus mora no seu interior. Goiânia: 2009. Disponível em: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAMGwAG/deus-mora-no-seu-interior. Acesso em: 9 jun. 2012.

7. Chuva de estrelas (Contos), Goiânia: UCG/Kelps, 2011 – Coleção Goiânia em Prosa e Verso.

8. O Tropeiro (Novela), Goiânia: Kelps, 2013 - Coleção Goiânia em Prosa e Verso.

9. Os Carapinas dos Pireneus (Biografias), Goiânia: Kelps, 2014.
   
  Participação em antologias:
      1. Anápolis centenária (em prosa e verso), Goiânia: Kelps, 2007 – FERNANDES, Natalina (Org.);
      2. Memória dos escritores da ULA, Goiânia: Kelps, 2010 – VALLE, Valéria Victorino; FERNANDES, Natalina (Org.).
     Trabalho técnico-científico:
  1. Transformações político-sociais do conceito de propriedade, Anápolis: Associação Educativa Evangélica, 1999. 214 p. – Dissertação (Pós-Graduação) no Programa de Pós-Graduação em Direito, Faculdade de Direito de Anápolis, Anápolis/GO, defendida em 1999.

     Entidades culturais:
  1. Membro da Aplam (Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música), Cadeira XII, Patrono Joaquim Propício de Pina, desde 28 abr. 2001.
  2. Membro da Soap (Sociedade dos Amigos de Pirenópolis), desde 17 jun. 2002.
  3. Membro Correspondente da ULA (União Literária Anapolina), desde 2 fev. 2007.

     Citação:
  1. Documento eletrônico: é verbete em: MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Biobibliográfico Regional do Brasil, Brasília/DF, 2003. Dentro de “ensaio”. Disponível em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3741&cat=Ensaios&vinda=SAcesso em: 09 jul. 2012.
  2. Documento físico: é verbete em: TELES, José Mendonça. Dicionário do Escritor Goiano. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2008.
Contato por E-mail: adrianocesarcurado@gmail.com, adrianocurado@hotmail.com

1993
1999
2001
2007


2009
2011



2013
2014














Vida literária:


Com as escritoras Natalina Fernandes de Clara Dawn

Lançamento de Chuva de Estrelas

Noite de autógrafos
                                     
                                                 Noite de autógrafos





Palestrante na 3ª Flipiri

3º Flipiri
Alguns artigos em jornais:













Apresentação artística:

Ator na peça teatral As Pastorinhas 1990

Ator na peça teatral As Pastorinhas 1990

Ator na peça teatral As Pastorinhas 1990

Ator na peça teatral As Pastorinhas 1990


* * *