quarta-feira, 1 de maio de 2013

Isócrates de Oliveira

SÉRIE BIOGRAFIAS

ISÓCRATES DE OLIVEIRA  



     Isócrates de Oliveira, (Pirenópolis 9.8.1922 – 11.6.1999) foi filósofo, teólogo, escritor, diplomata. Foi Membro da Academia Goiana de Letras (AGL), ocupante da Cadeira nº 8, Patrono: Alceu Victor Rodrigues, bem como da Academia Pirenopolina de Letras, Artes de Música (APLAM), ocupante da Cadeira nº 13, Patrono: Antônio José de Sá. 


O pai de Isócrates morou no casarão que hoje é a sede local da Celg

     Filho do comerciante e fotógrafo João Basílio de Oliveira e da dona de casa Maria Conceição de Sá Oliveira.


Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga

     Iniciou seus estudos com professor particular e concluiu o primário no Grupo Escolar Comendador Joaquim Alves, em Pirenópolis. Entre os anos de 1936 a 1941, seguiu para Silvânia e cursou o Seminário Menor, no Seminário Santa Cruz, em seguida, transferiu-se para a cidade mineira de Mariana para conclusão do curso.  Nos anos de 1942 a 1944 completou o curso de Filosofia, no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, São Paulo. Em 1948 fez Teologia no Seminário Maior de Mariana, que concluiu no Seminário Central de Ipiranga, onde ordenou-se padre. Em 21.12.1948 recebeu de D. Emanuel Gomes de Oliveira, Arcebispo Metropolitano de Goiás, a Ordem de Presbítero do Hábito de S. Pedro.

     Em 1971 fez pós-graduação em Filosofia, pela William Rice University, em Houston, Texas, Estados Unidos.


Rice University

     Permaneceu padre durante sete anos. Em 1955, fez concurso no Instituto Rio Branco, no Rio de Janeiro, abraçando a carreira diplomática. Exerceu cargos diplomáticos nas Embaixadas do Brasil em Atenas (Grécia), Praga (antiga Tchecoslováquia), Argel (Argélia), Santiago (Chile), São domingos (República Dominicana), Banglok (Tailândia) e Islamabad (Paquistão). Foi Cônsul do Brasil em Houston (Texas), Chicago (Illinois) e Miami (Florida), nos Estados Unidos, e em Trieste e Veneza, na Itália, onde se aposentou, em 1982, no cargo de Conselheiro.


Livro que gerou muita polêmica

     Retornou então para Goiânia e, a partir de 1985, tornou-se professor no Departamento de Letras e Filosofia e Teologia na Universidade Católica de Goiás (atual PUCGO). Era um filósofo de pensamento ativo, que gostava de meditar nos grandes temas e humanidade e contestar conceitos. Também se preocupava com o bem-estar, o que fica bem claro em sua obra filosófica "Evestética", onde conclui que emoções são forças endógenas, as únicas que atuam de dentro para fora. E através das expressões corporais e faciais, Isócrates desenvolveu uma fórmula de extravasar as emoções.  Suas experiências como seminarista estão retratadas nos primeiros livros que escreveu, um escândalo na época das publicações.


Casarão onde morou e morreu Isócrates de Oliveira

     Foi Membro da Academia Goiana de Letras (AGL), ocupante da Cadeira nº 8, Patrono: Alceu Victor Rodrigue, bem como da Academia Pirenopolina de Letras, Artes de Música (APLAM), como um dos fundadores, ocupante da Cadeira nº 13, Patrono: Antônio José de Sá.


Família de João Basília e Conceição

     Nos últimos anos de vida, voltou a morar em Pirenópolis, sua terra natal. Eu o via caminhar todas as tardes até a esquina de Sebastião Brandão, mãos para trás, bengalas agitadas ao ritmo de alguma música imaginária. Sistemático, não era de muita conversa, apreciava a solidão. Visitas em sua casa, apenas se agendadas com antecedência e sem atraso.

     Foi um dos homenageados na IV Feira Literária de Pirenópolis (Flipiri). A Biblioteca Municipal de Pirenópolis leva o nome de Isócrates de Oliveira.


Isócrates já idoso

     Publicou: Drama de um padre (1954); Introduction du sens cosmique en philosophie (Paris, 1962); A hora do Anticristo (1965);  Dom Silogildo e outros contos (1968); Frederico e o mundo real (1983); Evestética – o rejuvenescimento pelo exercício das emoções, vol. I (1993) vol. II (1994).

Fonte:
Site da Festa Literária de Pirenópolis

Folheto da IV Flipiri
JAYME, Jarbas. Famílias Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973. Vol. II, p. 267.

Adriano César Curado


8 comentários:

  1. Nossa aquela menorzinha sou eu, meus dois irmaos, Miriam e Isidro, minha mae e meu pai mais acima. a muitos anos queria esta foto, nos tinhamos uma desta mas sumiu. Obrigada Adriano Curado. Adorei!

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  2. Ana Clara de Siqueira1 de maio de 2013 17:03

    Adorei essa biografia, faz a gente conhecer melhor o importante pirenopolino que foi Isócrates. Meus parabéns.

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  3. Eu nao sabia que no comentario na aparecia meu nome, pois na foto da familia estamos nos, da esquerda para direita acima, Nazareth (Daé),Geralda e Dondinho meus pais, Claudio Basilio Oliveira,Francisco Oliveira (Chico) Jose Oliveira, Irene Jayme, Antonia Oliveira ( Tuninha, Irma Olinta (Saozica) Irma Luciana (Glorinha), Fausto Jayme, Miriam Oliveira,Conceiçao de Sa Oliveira,Joao Basilio de Oliveira, Zulma Jayme, Gloria Oliveira, Isidro Oliveira, Maria Auxiliadora Jayme (Dôra.
    Ass. Gloria Oliveira.

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  4. Isócrates foi pároco em Caldas Novas e fiz a catequese com ele; mas a Primeira Comunhão deu-se já com outro padre, cujo nome esvaiu-se da minha lembrança. Isso foi em 1953/54 , O padre Isócrates tinha um carro - uma "baratinha"- em que, ao término de cada aula, levava a meninada a passeio até o campo de aviação, para desespero das mães, já que não era tão bom motorista.
    Ganhei de meu pai um exemplar de O Drama de um Padre.

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  5. Leila Aparecida Chagas2 de maio de 2013 13:03

    Foi um grande amigo que tive em Pirenópolis. Foram muitos momentos de alegria, cantoria como ele dizia. Ainda tenho o violão que ele me deu de presente.E gostava de me ouvir cantar e eu gostava de cantar para ele: Moro onde não mora ninguém..... era muito bom nossas rodas de violão. Foi um grande homem e merece todas as homenagens dos pirenópolinos. Muito inteligente e de muito valor.

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  6. Justa homenagem. Pena que a obra do Dr. Isócrates seja tão pouco conhecida.

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  7. Muito bem lembrada, Adriano Curado, esta homenagem ao ilustre Isócrates de Oliveira de que parentes e demais pirenopolinos nos orgulhamos. Um grande e fraternal abraço.

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  8. Ah, que joia! Datilografei o livro Evestética pra ele, quando ainda morava em Pirenópolis... foi muito bacana encontrar com ele pra falar sobre o livro.

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