domingo, 15 de janeiro de 2017

Aniversariante

Parabén a dona Rosa, viúva do saudoso Geraldo do Espírito Santo Lopes, pelos seus 95 anos de vida.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Os altares da Igreja Matriz


Os altares originais da Igreja Matriz de Pirenópolis, destruídos no incêndio de 2002, precisam voltar a abrilhantar o velho templo. Os que são contra dizem que obra de arte não se refaz porque senão vira falsificação. E eu contra-argumento ao dizer que é preferível uma bijuteria do que o dedo vazio. 

E daí se é uma réplica? É deprimente entrar no templo e ver aqueles buracos na parede e imaginar os belíssimos altares que ali haviam.

Minha prima Telma da Babilônia disse uma verdade incontestável: a Europa pós-guerra foi totalmente reconstruída. Isso é verdade. Os bombardeios alemães destruíram as antigas construções e suas relíquias, mas hoje tudo está no devido lugar. Alguns sítios são tombados como Patrimônio da Humanidade.

Diante disso, que voltem os altares da Matriz!

Adriano Curado

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Porque sou contra o time share

Entre tantas razões para eu ser contra o time share (apartamentos compartilhados) em Pirenópolis, está a real possibilidade de nossa terra querida e amada se tornar uma Calda Novas de água fria. E não venham me dizer o contrário porque isso é claro.

Para confirmar minha tese, republico aqui a crônica do jornalista e escritor Luiz de Aquino, intitulada "Caldas Novas", que conta o estrago que o turismo mal planejado fez na histórica cidade:

A Praça Mestre Orlando, na década de 1950 - retalhos da memória!
Memórias tristes (*)


Sim, é Caldas Novas...

A cidade em que apenas duas arquiteturas urbanas foram salvas. E, não por coincidência, ambas criadas pela família Gonzaga de Menezes – a igreja, edificada por Luiz Gonzaga de Menezes, dando origem ao povoado (em 1850 foi sacralizada) – mas os desinformados afirmam que a história começa em 1911, o ano da emancipação política (como se nascêssemos ao completar 18 anos).

Essa igreja tinha duas torres, até 1928. Os danos do tempo pediram reforma, mas a torre à direita (de quem a observa) exigia mais investimento e a solução, ante a falta de dinheiro, foi a amputação. Veja, agora, o que escrevi há poucas semanas no grupo (Facebook) “Caldas Novas das antigas”:

Artista e arquiteto, S. Prates projetou a reposição da torre.
A meu pedido, e sobre uma foto feita por mim, o artista plástico e jornalista Sebastião Prates, um dos mais notáveis dentre os artistas goianos, acrescen-tou a torre mutilada em 1928... Essa arte é de 1981, o ano em que um padre um tanto afoito, com o apoio de um Conselho Paroquial intencionalmente montado só com forasteiros, resolveu demolir a Igreja - a mais antiga das edificações, origem do povoado que se formou em entre 1848 e 1850, por iniciativa de Luiz Gonzaga de Menezes. Como jornalista, atuei com dedicação para impedir esse crime patrimonial e histórico - e venci, graças a Deus!

Foi justamente na década de 80 que senti cristalizada a invasão da cidade. Ora, éramos todos descendentes próximos, em primeira ou segunda geração, de pioneiros adventícios. Por isso, suponho eu, aceitamos passivamente a vinda dos novos habitantes, que diziam “ter escolhido viver” na minha terra – mas a motivação não era o amor telúrico, mas a gana ambiciosa da exploração turística. 

E deu no que deu... A segunda edi-ficação é o famoso Casarão dos  Gonza-ga, sobrado onde nasceu o Dr. Osmundo Gonzaga (tio da minha cunhada Lucinha). E a transfiguração dos imóveis sobreviventes – de residências para comerciais – “enfeiou” a cidade. Dezenas ou centenas de construções que só sobrevivem em velhas fotos em preto-e-branco – ou nas memórias de nós próprios, antes que a senilidade as apague ou o tempo nos vença.

O Casarão dos Gonzaga, a segunda arquitetura respeita em Caldas Novas

Há algumas décadas a sociedade local não tem sequer a tranquilidade de eleger um bom prefeito – o último, se bem me recordo, foi Antônio Sanches – um forasteiro que respeitou a cidade (e não sei de outro que possa ser definido assim). A Câmara Municipal, na atual gestão, tem apenas um caldas-novense nativo em sua composição – Sílio Junqueira. Em vias de reeleger-se para mais um mandato, o atual prefeito (que conclui em 2016 seu terceiro mandato) tripudia sobre a memória da cidade, ignorando sua história e protelando a reforma do tradicional Balneário Municipal Pedro Tupá.
Enfim... É ruim encerrar um ano com este desabafo memorial. É triste, porém, um cidadão portador das vantagens do Estatuto do Idoso ver sua terra natal ser vilipendiada em troca do interesse pessoal de um pequeno grupo de empresários e políticos. Esse mal-estar ensina-me que é compreensível o medo natural ante as mudanças – é que as mudanças por nós permitidas costumam, muitas vezes, virar-se contra nós próprios.

A população consciente de Caldas Novas é mínima... e muito triste.

Mas renovemos nossas esperanças para este novo ano. Quem sabe os poderosos mudem e passem a proporcionar alguma alegria ao povo?


(*) Republico esta crônica, um ano após, na esperança de atingir os brios de quem possa fazer algo, se é que ainda haja tempo.

Luiz de Aquino

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Trânsito sempre caótico


Antigamente era apenas nos feriados emendados, mas agora todo final de semana o trânsito em Pirenópolis é caótico. Neste período de férias, então, é praticamente todo dia com engarrafamentos e confusão. A cidade infelizmente não dispõe de um projeto de organização do tráfego de veículos e por isso se formam filas constantes.

Penso que algo útil é uma campanha junto às pousadas para estimular o turista a andar a pé na cidade, algo que fale do charme local e das atrações que encontrará pela frente. Também ajuda um critério mais apurado no momento de analisar a concessão de alvarás para novas pousadas, por exemplo, exigindo-se que o empreendimento disponibilize alternativa de estacionamento.

Agora, se o time share funcionar em Pirenópolis, aí não haverá mais organização que faça o trânsito fluir. Aliás, se a ideia desses apartamentos compartilhados vingar, não haverá mais Pirenópolis. Aqui será Caldas Novas de água fria.

Adriano Curado

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Renovação de matrículas


#Educação
#RenovaçãoDeMatrículas

A Secretaria Municipal de Educação informa que está aberta a renovação para matrículas na rede municipal de ensino. A partir desta segunda-feira (9/1) e terça-feira (10/1) os pais devem comparecer na secretaria da escola portando os seguintes documentos:

- Cópia da certidão de nascimento
- Comprovante de endereço
- Cartão do SUS
- Cartão de vacina
- Cartão do Bolsa Família

Para os novatos o período de matrícula será na quarta-feira (11/1), quinta-feira (12/1) e sexta-feira (13/1). O retorno às aulas está previsto para o dia 1 de Fevereiro.

#EducaçãoQueAcolhe
#ValoresQueTransformam

domingo, 8 de janeiro de 2017

A Praça Central


Quando foi construída na década de 1960, na gestão do então prefeito Emmanoel Jayme Lopes (Nelito), a praça que levou seu nome era sinônimo de modernidade, conceito que a administração buscava passar. A obra foi executada pelo Mestre de Obras José de Oliveira (Zé Capitê) e tinha fonte luminosa, coreto e até um painel temático em homenagem aos Pireneus.

Ocorre que veio um projeto do IPHAN para revitalizar o local e trazer de volta o veljo Largo da Matriz. Veio a verba para mudar o salão paroquial de lugar mas não veio a que reestruturaria a praça. E como ela seria demolida, nenhum prefeito gastou com sua manutenção. Hoje o local está abandonado e causa um triste aspécto ao Centro Histórico de Pirenópolis.

É preciso decidir. A praça vai continuar ou não? Porque se a resposta for negativa, deve ser bem cuidada.

Adriano Curado

sábado, 7 de janeiro de 2017

Lançamento de livro


Apagão da CELG


E no acender das luzes de 2017, o pirenopolino é surpreendido pelo apagão financeiro da CELG. A sede da empresa está lotada de reclamações das contas abusivas. Já começou bem a nova admistração!

Não bastasse isso, a energia não para de cair. Todo dia tem apagão agora.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

SOS Cemitério São Miguel



O Cemitério São Miguel de Pirenópolis pede socorro. É que vândalos o destroem aos poucos. Embora esteja sem mato e haja ali um zelador, é após o fechamento do portão que "o bicho pega". Não é difícil ver usuários de drogas sentados na calçada da rua. Certamente eles aguardam escurecer para saltar o muro baixo e passar a noite entre os túmulos. 


Se esses zumbis se limitassem ao pernoite e às orgias, o problema seria apenas deles. Mas não. Eles estão destruíndo os túmulos. Na foto acima acenderam uma imensa fogueira. Perigo de incêndio e risco para os vizinhos do lugar.

Por causa dos atos de vandalismo, não se sabe onde estão muitos mortos. O túmulo acima é um exemplo. Quebrada parte da lápide,  só restou a fotografia. Se algum parente da senhora da foto não intervir rápido, sua identificação estará para sempre comprometida.

Adicionar legenda
Nesta fotografia estão partes de lápides de outros túmulos que foram aí amontoadas. Um desrespeito com a memória dos mortos e com seus familiares.

Nesta pedra de quase um século e meio está escrito: JOÃO LUÍS TEIXEIRA BRANDÃO, Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional da Comarca do Rio Maranhão, Oficial da Ordem da Rosa, nasceu em 12.05.1818 e faleceu em 1706.1872.

Essa peça histórica está quebrada e encostada em túmulo alheio. Uma pena

Infelizmente o cemitério não possui um livro de registro. Não se sabe quem está enterrado ali e onde.


Adriano Curado


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Turismo


Neste ano de 2017 que se inicia deve Pirenópolis planejar e escolher as opções referentes ao turismo. Não é bom o retorno dos farofeiros, aqueles que acapam em área pública e trazem comida e bebida. Só deixam lixo e depredação na cidade. Na virada do ano, certamente aproveitando a troca de prefeito, um grupo ousadamente acampou em frente à Matriz.

Outro grande desafio nesse segmento é o reinicio das obras do complexo de apartamentos compartilhados, os chamados time share. São duzentos imóveis que certamente causarão impactos nunca antes vistos no trânsito, no consumo de água e energia, lixo etc.

Pensemos em tudo isso.