quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Vai acontecer



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Casinha de flores


Fotografei esta casinha lá em Maiadô. Achei-a poética e desamparada, porém cercada por muitas flores multicoloridas. Para quem não sabe, esse povoado se chamava antigamente Cachorro Amarrado, depois virou Maiadô (nome popular do malhador onde o gado pernoitava). Mais recente os políticos sem ter coisa melhor para fazer mudaram seu nome para Goianópolis (aff). Mas o nome popular persiste, numa silenciosa resistência contra os modernismos sem sentido.

Adriano Curado

Trovadores dos Pireneus


segunda-feira, 31 de julho de 2017

O casarão da Família Batista


O velho casarão da Família Batista está de pintura nova, todo engalanado e vistoso na Rua Direita. Atualmente é o escritório do colega Diego Peixoto. Mas em tempos antigos era conhecida como casa de Seu Neco Mendonça, que ali exercia a profissão de farmacêutico prático, onde manuseava no laboratório as fórmulas dos remédios que fabricou por décadas na botica (era um boticário), como seu pai. 

Muito antiga essa construção, data da primeira metade do século XIX ou final do século XVIII. 

Quando não havia teatro em Pirenópolis, no Beco de Seu Neco improvisavam um rancho para as apresentações e os atores usavam os quartos da casa como camarim, passando pelas janelas que ficavam à altura do palco. Parabéns aos proprietários por conservá-la.

Adriano Curado

Obras interditadas


Neste momento duas obras estão interditadas em Pirenópolis pelo IPHAN. Uma na região do entorno do tombamento e outra na Rua Direita. Para evitar dor de cabeça, aconselho sempre a procurarem um advogado antes do começar alguma intervenção em imóveis. 

A placa do escritório de advocacia, por exemplo, antes de ser colocada aqui em casa eu fiz um processo no escritório local e consegui autorização. 




quinta-feira, 27 de julho de 2017

Meu amigo Pérsio


Pérsio Forzani consegue ir além das artes plásticas em seus quadros. Salpica confeitos da alma na ponta dos pincéis e de lá extrai poesia que espalha pelas telas da imortalidade. Pérsio é um anjo de candura e talento. Reflete a alma meiapontense como poucos. Como sou sortudo por ter Pérsio como amigo!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Time shere novamente

Esse time shere nem começou e já traz dor de cabeça. Vestiram um vendedor de mascarado para oferecer cotas nos apartamentos. Isso é um total desrespeito com nossa cultura, coisa de quem não está nem aí para a cidade e seu folclore. É o mesmo que pôr um farricoco da Cidade de Goiás para anunciar promoção em lojas. A foto está circulando pelas redes sociais e causando indignação nos que verdadeiramente amam Pirenópolis. De que adianta pintar o Bomfim e depois aprontar algo assim?

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Maquina de costura


Lá está ela, encostada a um canto da casa, aposentada depois de muitas décadas de árduo trabalho. Hoje se compra roupa pronta, não se costura mais em casa. São as facilidades da vida moderna. Mas antigamente as donas de casa eram prendadas em corte e costura e tinham que se desdobrar para conseguir vestir a numerosa família. Descansa, velha máquina de costura, e guarda consigo lembranças de um tempo que não volta mais.

Adriano Curado

Cavalhadas de Pirenópolis no batismo de Goiânia


A cavalhada de Pirenópolis se fez presente no Batismo Cultura de Goiânia. 

Consta o seguinte no Livro de Tombo da Matriz de Pirenópolis (1929 – 1955), p. 82: “No dia da inauguração, 5 de julho de 1942, houve missa festiva e sermão vespertino. Parece que o povo mostrou pouco interesse por este histórico acontecimento único da fundação de Goiânia. Lá na capital, repetiu-se a nossa Cavalhada e Pirenópolis ocupou um lugar honroso na exposição de todos os municípios do Estado”. 

A participação da Cavalhada se deu em dois dias, com todas as carreiras, não foi apenas uma demonstração. O prefeito à época era meu saudoso tio-avô José Augusto Curado, que conseguiu mobilizar a maior caravana que compareceu à capital: 24 cavaleiros e pegadores de lança, a banda, moças do desfile, tratadores de cavalos etc. 

Na foto, meu igualmente saudoso avô José Abadia de Pina, então com 19 anos, na Cavalhada em Goiânia. Fica um pouco dessa história que aconteceu há 75 anos.

Adriano Curado

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Pedintes


As ruas de Pirenópolis estão tomadas por pedintes e isso inquieta a população e turistas. Eles chegaram nas vésperas da Festa do Divino, e vieram em grande grupo de dezenas de pessoas. Certamente que foram atraídos pelo aglomerado de gente que veio festar. O problema é que não foram mais embora. Estão espalhados de dia pela cidade, usam as praças para higiene pessoal e os becos como banheiro. À noite se aglomeram de forma organizada na ponte pênsil Dona Benta.

O intrigante é que essa gente toda, surgida por aqui do dia para a noite, não se veste como mendigo e parece que tem instrução. Sugiro então que a polícia os aborde, peça identificação, cheque no sistema os antecedentes criminais. Se for gente de bem, que se tente integrar os que quiserem em algum projeto social da prefeitura. 

Do jeito que está é que não dá para continuar.

Adriano Curado