terça-feira, 29 de novembro de 2011

XII Canto da Primavera



 


XII Canto da Primavera
De 06/12/2011 a 11/12/2011


Programação:
Terça-feira, dia 06/12/2011
19h / 19h50 Banda Phoenix , em frente ao Teatro de Pirenópolis
20h Abertura oficial com presença do Governador de Goiás e do Presidente da AGEPEL – Teatro de Pirenópolis
20h15 / 21h15 Fernando Perillo (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h30 / 22h30 – Terrorista da Palavra (GO) – Cine-Teatro Pireneus

Quarta-feira, dia 07/12/2011
Oficinas / Workshops
14h / 17h Charles Gavin, do Titãs (SP), sobre Produção Musical (especialmente no Teatro de Pirenópolis)
14h / 17h Roberto Correa (DF) sobre Viola Caipira
14h / 17h Dartgnan (GO) sobre Sopros
14h / 17h Clever Cardoso – Granada Filmes (SP) sobre Produção de Video Clipes
14h / 19h45 Fábrica do Som / UnConvention Brasil Goiás – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Carl Barât (Reino Unido) – Cine-Teatro Pireneus
19h45 / 20h15 Seu Badia Medeiros (GO) – Teatro de Pirenópolis
20h30 / 21h00 Guerreiras do Bonfim (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h15 / 22h Karine Serrano e Grupo Choro Novo (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Toni Ribeiro (GO) – Teatro de Pirenópolis

Quinta-feira, dia 08/12/2011
Oficinas / Workshops
14h / 17h Moka (GO) sobre Bateria
14h / 17h Marcelo Maia (DF) sobre Contra Baixo
14h / 17h Dartgnan (GO) sobre Sopros
14h / 17h Sabah Moraes (GO) sobre Canto Popular
14h / 17h Clever Cardoso – Granada Filmes (SP) e Ricardo Spencer (SP) sobre Produção de Video Clips
14h / 19h45 Fábrica do Som / UnConvention Brasil Goiás – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Sertão (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Arawaks (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h Luiz Augusto e Amauri Garcia (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Henrique Oliveira (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Soares Brandão (GO) – Teatro de Pirenópolis
17h / 20h Quinta da Viola – Praça do Coreto

Sexta-feira, dia 09/12/2011
14h / 17h Sergio Dias, Os Mutantes (SP), sobre Produção Musical (especialmente no Teatro de Pirenópolis)
14h / 17h Moka (GO) sobre Bateria
14h / 17h Marcelo Maia (DF) sobre Contra Baixo
14h / 17h Sabah Moraes (GO) sobre Canto Popular
14h / 17h Camilo Rocha (SP) sobre Djs e Produção de Música Eletrônica
14h / 17h Ricardo Spencer (SP) sobre Produção de Video Clips
14h / 19h45 Fábrica do Som / UnConvention Brasil Goiás – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Nayzis (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Coró de Pau (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h Grupo Descendo a Madeira (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Nonato Mendes e Quarteto (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h – Maíra (GO) – Teatro de Pirenópolis
20h30 / 21h15 – Banda Uó (GO) – Campo das Cavalhadas
21h30 / 22h15 – The Not Yet (GO) – Campo das Cavalhadas
22h30 / 23h30 – Lirinha (PE) – Campo das Cavalhadas
23h45 / 01h00 – Demônios da Garoa (SP) – Campo das Cavalhadas
Participação Especial – DJ Camilo Rocha (SP) – Campo das Cavalhadas

Sábado, dia 10/12/2011
15h / 19h Mostra de Filmes “Música e Cinema” – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Girlie Hell (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Johnny Suxxx and The Fucking Boys (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h Quinteto Popular do Brasil (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Marcelo Maia (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Gilberto Correa (GO) – Teatro de Pirenópolis
20h30 / 21h15 Cega Machado (GO) – Campo das Cavalhadas
21h30 / 22h15 Black Drawing Chalks (GO) – Campo das Cavalhadas
22h30 / 23h30 Violentango (Argentina) – Campo das Cavalhadas
23h45 / 01h Os Mutantes (SP) – Campo das Cavalhadas
Participação Especial – DJ Matias (GO) – Campo das Cavalhadas

Domingo, dia 11/12/2011
15h / 19h Mostra de Filmes “Música e Cinema” – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Erik Flowman (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 – Testa MC (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h U Plano (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Ultravespa (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Kassin (RJ) – Teatro de Pirenópolis
18h15 / 19h Grace Carvalho (GO) – Campo das Cavalhadas
19h15 / 20h15 Lafayette e Os Tremendões (RJ) – Campo das Cavalhadas
20h30 / 22h Ney Matogrosso (MS) – Campo das Cavalhadas
Participação Especial – DJ Angelo Martorel (GO) – Campo das Cavalhadas
17h / 18h Roberto Correa (DF) e Orquestra de Câmara Goyazes (GO) – Igreja da Matriz

Fonte: AGEPEL

Considerações da Agepel sobre o 12º Canto da Primavera



     Muito mais que um evento para músicos, o Canto da Primavera – Mostra de Música de Pirenópolis chega à sua 12ª edição renovado, como um ponto de encontro de quem faz e consome música, de quem quer entrar no meio e de quem já está lá e tem histórias pra contar. Esse ano, o tema é “A música no coração do Brasil em conexão com o mundo”, reunindo artistas goianos, brasileiros e estrangeiros para tocar e falar sobre música em Pirenópolis.

      Uma das novidades desse ano é a Fábrica do Som, parceria da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel) com o Unconvention Hub, de Manchester, Inglaterra. Artistas goianos vão ter a oportunidade de gravar uma faixa de música com todo o aparato profissional, além de participar de debates com astros consagrados. Também participam da Fábrica o Fórum dos Músicos e o Circuito Fora do Eixo.

      O público do Festival vai ver shows dos mais variados estilos, da música tradicional goiana e mineira, MPB, rock, tango, eletrônica, instrumental, brega, jovem guarda e samba. Além dos headlinersDemônios da Garoa, Mutantes e Ney Matogrosso, o Canto traz Lirinha, ex-líder do Cordel do Fogo Encantando, divulgando seu novo disco solo “Lira”. Também chegam a Goiás os hermanos do Violentango, uma das bandas argentinas mais expressivas do moderno tango, com elementos do rock progressivo dos anos 60 e 70. Lafayette e Os Tremendões vêm com os maiores sucessos da Jovem Guarda. Essas e outras atrações musicais, aliadas às diversas atividades do Festival, farão da edição 2011 uma das mais plurais do Canto da Primavera. Confira abaixo a programação completa.

Fonte: AGEPEL

terça-feira, 22 de novembro de 2011

12º Canto da Primavera de Pirenópolis


     A empresa Galpão e Eventos Ltda. é a vencedora da licitação do 12º Canto da Primavera. Com proposta de R$ 563 mil, venceu por menor preço.

     A nova data do evento será, então, divulgada em breve.
Fonte: Agepel

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A vida, as mãos, o violão



Meu pai é simples – fala pouco / e pouco escreve. / Ele, quando toca, me toca. // É um anjo, meu pai”. Assim conceituei meu velho Israel de Aquino Alves, o intervalo entre mim e meu xará mais próximo – o Vô Luiz de Aquino Alves. Israel; Rael, Raé, Tii Rael... Apelidos carinhosos nas corruptelas de um nome!

     “Meu pai tem mãos de amaciar violão”, escrevi um dia, há quase vinte anos. Não sei quantas vezes memorei os versos desse poeminha, que abriu meu livro Razões da Semente, no século passado. Curiosamente, citei pessoas que, para mim, marcam bem a época de concepção daqueles versos: 1993. Mas somente neste 17 de novembro de 2011, três dias após a última despedida, dei-me conta de que sempre conheci meu pai pela habilidade de sua mão esquerda a pontuar as cordas no braço trastejado e festejar o som com a destra.

      Meu pai, sua mão e violão. O pinho, como metaforicamente poetizam os boêmios das madrugadas, em bares aconchegantes ou em inesquecíveis serenatas ante janelas sagradas de musas angélicas – ou fogosas raparigas de carícias e desejos. O violão, para mim, teve sempre a sacralidade de um templo e o poder mágico de despertar alegrias, amores, poemas – uma contínua felicidade! Não foi em vão que Cartola referiu-se a ele como “bojo perfeito”, em sua imortal “Cordas de aço”.

      Em minha memória, a primeira serenata tem lugar de honra, na mesma distinção do primeiro beijo. Aquela serenata, imagino que nos primeiros meses de 1950, teve o violão de meu pai, o sax de Zé Pinto e a minha voz muito infantil; afinal, eu tinha apenas quatro anos. A calça curta, a camisa azul, os cotovelos grudados no corpo, as mãos postadas sobre os lábios, defendendo-me de um friozinho persistente, as ruas de Caldas Novas iluminadas precariamente por lâmpadas comuns, incandescentes, nos postes de aroeira...

      Ao voltarmos, minha mãe nos esperava com um lanche oportuno; constatei depois que era a rotina – meu pai esticando canções pelas janelas amigas e minha mãe a esperá-lo. Ele vinha sempre com alguns companheiros e minha mãe lhes servia muitas vezes bolos e quitandas, ou mesmo um providencial jantar que determinava a tocata madrugada adentro, até que o sol determinasse o fim da farra.

Separamo-nos quando dos meus dez anos; fui viver longe, estudar, adolescer, mudar a pele e a voz, criar ideias novas, novos hábitos – mas jamais perdi o gosto pelos tons de violões, o apego àquelas saudosas valsas e canções... E uni a elas a nascente bossa-nova, depois a MPB das décadas de 1970 e 80. A esse tempo, aprendi a acasalar, num processamento para mim dos mais felizes, o prazer da música com a alegria dos textos. 

      Minha mãe, Dona Lilita, musa dele e minha mestra, foi-se antes, em 2004. Tinha 80 anos. Meu velho pai guerreiro atingiu a marca de 89 anos, lúcido e bem-humorado. Há poucas semanas, no aniversário de uma amiga – Edith Ala – resistiu ao chamado para ir embora; queria invadir a madrugada, tirando acordes ao violão, como sempre...

Dedos ágeis esses teus, meu pai. / Trazem sons que lembram cores / em manhãs de flor e sol, às vezes”. É outro poema, ainda mais antigo... Que continua assim:

Olha, meu Pai, eu não preciso / um mero domingo em agosto / para te falar de coisas simples / cristalinas e fáceis / (como este sempre envaidecer por ser teu filho)”.  E termina com um apelo:

–      Toca outra valsa, meu Pai!
 
Texto de autoria de Luiz de Aquino Alves Neto, escrito em homenagem ao seu pai e publicado no blog http://penapoesiaporluizdeaquino.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Congresso das Mulheres em Pirenópolis



     A Confederação das Mulheres do Brasil e a Associação das Mulheres de Pirenópolis promoverão no próximo dia 18.11.2011, das 9 às 18horas, o Congresso Estadual das Mulheres, com sessões no Teatro e no Cinema de Pirenópolis.

     Estão confirmadas as presenças de Gláucia Morelli, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, Márcia Campos Pereira, presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres,Teresa Lamare, Diretora do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente do Ministério da Saúde e Jane Ferreira, presidente da Federação das Mulheres do Distrito Federal.

     Do evento participarão ainda o empresário José Batista Júnior do Grupo JBS/Friboi e vice presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Teresa Cristina Nascimento e Souza, Secretária Municipal da Mulher de Goiânia, José Eduardo da Silva, Secretário Municipal de Igualdade Racial de Goiânia, Marina Santana e Iris Araujo, deputadas federais e Alfredo de Pádua, presidente do Sindicato dos Bancários de Goiás entre outros.

     O objetivo principal do Congresso é integrar as mulheres goianas e brasileiras no trabalho de consolidação das conquistas de gênero e na definição das prioridades e ações nas áreas onde se faz necessário avançar na luta por valorização, justiça social e qualidade de vida.

     Na ocasião haverá a apresentação da Associação das Mulheres de Pirenópolis, recentemente criada e também eleição da nova diretoria Federação das Mulheres do Estado de Goiás.

Programação:
09h - chegada das delegações e café da manhã no Entroncamento Cultural;
10h – abertura oficial;
12h30 - almoço no Restaurante da Nena;
14h - palestras:
  • da representante da Confederação das Mulheres do Brasil;
  • da representante da Federação Democrática Internacional de Mulheres;
  • da diretora do Ministério da Saúde;
  • Eleição da nova Diretoria da Federação das Mulheres de Goiás;
  • Encerramento com apresentação do Ponto de Cultura Guaimbê de Pirenópolis.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Concurso de redação


     O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e a Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação, promoverão uma Ação de Educação Patrimonial com a realização de um concurso de redação dirigido aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental das redes públicas municipal e estadual da cidade.


      Inspirando-se nas vivências e nas compreensões do Patrimônio Cultural de Pirenópolis, o referido concurso tem como tema: “Sou Pirenópolis de coração. Estou no coração do Brasil”. A iniciativa visa estimular a interação entre escola, comunidade e o poder público, valorizar a criatividade e a expressividade dos alunos por meio da leitura e da escrita, sensibilizar as crianças e jovens quanto à questão patrimonial e a necessidade de valorização e preservação do patrimônio material e imaterial de Pirenópolis.


      Cronograma:

  • Dia 16.11.2011, às 19h, no Teatro de Pirenópolis: abertura do evento.
  • Dia 17.11.2011, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Teatro de Pirenópolis: oficinas para os professores, coordenadores e equipe pedagógica.
  • Dia 18.11.2011, das 8h às 11h e das 14h às 17h, no Sindicato Rural dos Trabalhadores, oficina Redação Criativa, com o autor Alexandre Lobão.


      Premiação:

    • 1º Colocado: um note book;
    • 2º Colocado: uma máquina fotográfica;
    • 3º Colocado: um telefone celular.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A casa pirenopolina VII

Casa preservada e onde morou Seu Ico


      Preocupante também é a situação da casinhas dos negros em volta da praça do Rosário. Estão fadadas a desaparecerem junto com a história dos pobres pirenopolinos. Naquela região detrás da extinta Igreja do Rosário dos Pretos (e redondezas: ruas do Fuzil, Pireneus, do Sapo), ficavam as casas humildes, de pé-direito baixo, paredes de pau-a-pique tortas, tijolinhos no chão. Com a valorização especulativa dos imóveis em Pirenópolis, as casas dos pobres começaram a virar casas de coronéis, destoantes do contexto histórico do local.

      Basta subir a rua Pireneus para notar que poucas dessas casas ainda restam originais, o resto é apenas cidade-cenário, com a preservação da fachada e demolição do resto. É preocupante isso porque esses casebres, embora de aparência frágil, estão ali há mais de século e abrigaram a história de pessoas humildes, sem muitas posses materiais, mas que também contribuíram para a edificação do patrimônio social-cultural de Pirenópolis.

      Tudo isso vai acabar em breve.

Adriano César Curado

Foto antiga que mostra as casas dos negros originais



Casa que substituiu um casarão histórico

Apenas a fachada é a mesma

Casarão humilde mas bem preservado e original

Outra casa original de pessoas pobres

Casa original e simples bem preservada


Aqui as casas dos escravos foram demolidas pela especulação

Uma das últimas casas humildes que resta no local

Rua Pireneus toda modificada por casas modernas

Este casarão é uma imitação da arquitetura original

Casa dos pobres ainda bem original

Casa original que resiste ao tempo

Casa bem preservada na rua Pireneus

Casa antiga com arquitetura original

Casebres que vão se modificando aos poucos

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Emílio de Carvalho


SÉRIE BIOGRAFIAS
EMÍLIO DE CARVALHO


      Emílio de Carvalho (Pirenópolis 19.10.1931 – Anápolis 23.03.2009) foi farmacêutico, presidente da Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (Soap) e grande defensor da cultura pirenopolina.

      Nasceu de uma tradicional família goiana. Era filho de Emílio de Carvalho (Biu) e de Semíramis Mendonça. Seu pai Biu, grande e próspero comerciante, sofreu um grave acidente ainda jovem, quando um coice de mula em uma trava de porteira atingiu-lhe a cabeça e comprometeu sua sanidade mental. Dona Semíramis, que até então só cuidava dos afazeres domésticos, foi obrigada a assumir os negócios da família. Com a morte de Biu, no entanto, aos poucos o patrimônio começou a diminuir, só restando ao final a casa na rua do Rosário, que até hoje pertence à família.


Semíramis e Bio de Carvalho

      Com muito esforço, o jovem Emílio formou-se farmacêutico-bioquímico e exerceu a profissão por mais de 50 anos à frente da Drogaria Gileade Ltda. Seu ponto comercial era em frente à sua casa, num cômodo alugado do irmão Décio de Carvalho. Depois transferiu-se para a própria residência, numa sala ampla na esquina. Por fim, fechou a farmácia e foi trabalhar como funcionário de Aldo de Siqueira (Trindade), na rua Direita.


Emílio de Carvalho com a esposa Maria Lucy


      Casou-se com a corumbaense Maria Lucy, com quem teve Dr. Emílio de Carvalho Júnior, Dra. Sandra, André, Vera Lúcia e Lucieme, todos casados e com sucessão.


Emílio de Carvalho na juventude

      Emílio de Carvalho prestou grandes e relevantes serviços à comunidade pirenopolina, quando fundou, ao lado do também saudoso amigo José Reis, a Soap, entidade que foi um marco na história de nossa cidade, pois movimentou milhões de reais para reforma de prédios públicos, sem que nenhuma mácula respingasse no seu nome. Emílio de Carvalho era o presidente e José Reis o secretário, seu fiel escudeiro. Ambos aproveitaram a popularidade de Pirenópolis junto ao governo federal de Fernando Henrique Cardoso e conseguiram que o próprio Ministro da Cultura viesse entregar as verbas para as restaurações.

Maria Lucy

      E foi assim que a Soap restaurou a igreja Matriz (por suas vezes), o prédio do teatro e a a ponte do Carmo, além de reconstruir as ruínas do Cine-teatro Pireneus e equipá-lo com sofisticados projetores.

      Sempre adoentado e com dores crônicas, lutava Emílio de Carvalho contra um diabetes descontrolado, que lhe abria feridas nas pernas e por fim levou-o a sofrer violento derrame cerebral em 2007. Contrariando expectativas dos próprios médicos, recuperou-se inteiramente da moléstia e voltou a trabalhar. Mas no dia 23.03.2009, outro derrame ceifou-lhe a vida.


Casa de Emílio de Carvalho
      O blogue Cidade de Pirenópolis presta hoje justa homenagem ao Dr. Emílio de Carvalho, pelo pai exemplar que foi, pelo profissional de saúde competente e pela honestidade com que soube receber e aplicar grande soma de dinheiro público. Na prestação de contas da Soap, junto ao Ministério da Cultura, o Dr. Emílio recebeu um ofício de elogios por conta da impecável organização e clareza dos investimentos.
Imóvel da rua do Rosário, sede da farmácia por muitos anos

by Adriano César Curado

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A casa pirenopolina VI


     O que caracteriza a autenticidade da casa pirenopolina é o uso das técnicas de construção da época do imóvel. O emprego de madeiramento tosco, lavrado sem o auxílio de serras elétricas. Os muros velhos de adobe que serpenteiam, quase que tombam para os lados, mas resistem de pé. Os janelões de tábuas irregulares, cheias de emendas e remendos. O travamento sem estética das vigas de aroeira. Esse conjunto somado é que faz a beleza dum casarão histórico.

      Mas nos dias atuais, quem compra um casarão antigo tem como primeira providência escorar a fachada e derrubar todo o resto. Na frente é uma belezura, digno dum cenário de filme antigo, mas por dentro nada mais resta de original.

      Num espetacular artigo publicado no jornal Diário da Manhã do dia 3.11.2011, na página 3, o arquiteto Garibaldi Rizzo nos fala das memórias da sua infância da Cidade de Goiás e analisa os casarões de lá com o ponto de vista técnico:

      “Denomina-se arquitetura vernacular a todo o tipo de arquitetura em que se empregam materiais e recursos do próprio ambiente em que a edificação é construída. Desse modo, ela apresenta caráter local ou regional. A cidade de Goiás é um exemplo desse tipo de arquitetura, uma vez que foi erguida aproveitando as pedras de sua região, a madeira, as taipas de mão e de pilão, e o adobe, que aproveitam os recursos do próprio terreno para erguer as edificações.
      (…)
      “Embora modesta, a arquitetura tanto pública quanto civil forma um todo harmonioso, graças ao uso coerente de materiais locais e técnicas vernaculares.
      “Trata-se de excepcional testemunho do modo pelo qual exploradores e fundadores de cidades portuguesas e brasileiras, isoladas dos principais centros urbanos, adaptaram modelos portugueses, arquitetônicos e urbanos, às difíceis condições da região tropical.
      (…)
      “A arquitetura residencial implantada na cidade é, em geral, de casas térreas, sendo raros os sobrados, e de fachada sem muita variedade somando 485 imóveis na zona de conservação. Internamente os cômodos se organizam ao longo de corredores lateral ou longitudinal central. Os longos quintais possibilitam casas de maiores dimensões, mas, via de regra, os cômodos da frente são os de convívio social, os do meio para áreas íntimas e os dos fundos destinados aos serviços.
      (…)
      "Quantas lembranças me trazem o interior destes casarios, o quarto do meio, as tramelas, as dobradiças rangedeiras, a pedra do Rio Bagagem que serve de encosto para a porta do meio...”








terça-feira, 1 de novembro de 2011

Planejamento Estratégico do Turismo


     O Sebrae/GO e a Prefeitura Municipal de Pirenópolis firmaram uma parceria para realização do Planejamento Estratégico do Turismo em Pirenópolis.

     O plano tem como finalidade ordenar os esforços necessários para o desenvolvimento sustentável do turismo em Pirenópolis e será elaborado juntamente a parceiros estratégicos.

     A metodologia utilizada contempla a realização de reuniões e oficinas participativas, entre elas a Oficina de Diagnóstico, do Planejamento Estratégico do Turismo de Pirenópolis, para a qual estão os leitores convidados.

     Esta é uma etapa para que aqueles que participam direta ou indiretamente do turismo na cidade possam expor sobre os principais pontos fortes e fracos que rodeiam esta atividade.


Data: 03.11.2011
Horário: das 14h as 18h
Local: Salão de Reuniões da Prefeitura – Av. Sizenando Jayme s/n Centro.
Observação: Confirmar presença no email: turismo@pirenopolis.go.gov.br ou pelo telefone (62) 3331-2416